domingo, 1 de maio de 2011

AMOR QUE SÓ MÃE TEM




Impressionante como o tempo, apesar de lento, passa tão rápido. Parece que foi ontem que descobri minha gravidez através e um teste de farmácia e confirmei com a análise laboratorial e hoje meu príncipe já está com praticamente 3 anos. A única coisa que não passa nem envelhece é o imenso amor que apontou naquele dia do resultado positivo e agora só cresce. Não sei como é possível aumentar ainda mais, nunca sei, mas aumenta. E aumenta sempre muito!
Tive uma gestação difícil, mas nem isso reduziu minha satisfação e felicidade por cada dia transcorrido. Somente agora que, ao olhar para trás, percebo o quanto quis meu príncipe, pois nem os instantes ruins me desanimaram.
Desenvolvi hiperêmese gravídica desde o ínício, uma patologia que acomete uma porcentagem das gestantes em todo o mundo e agrava os sintomas relacionados a náuseas e vômitos.
Com cerca de 3 meses de gestação, tive sangramento e fiquei de repouso absoluto por vários dias.
Nos 4 primeiros meses, precisei sobreviver entre uma aplicação e outra de soro fisiológico e determinadas medicações, pois não conseguia comer, tomar líquido (nem água permanecia no meu estômago)...
As contrações que são previstas para o momento do parto iniciaram por volta dos 5 meses de gestação e isso determinou a continuidade da rotina hospitalar e medicamentosa. Vieram os remédios para conter as contrações.
E tudo deu certo.
Me mantive confiante durante todo o tempo, conversava com meu bebê por todo o tempo, estava sempre feliz, afinal estava se concretizando meu sonho de ser mãe. Não importava se eu me sentia bem, somente era importante que meu filhinho estivesse se desenvolvendo bem, que estivesse seguro e acalentado dentro de mim.
No dia do parto, esqueci que tinha medo de agulha, nem lembrei de assustar-me com a anestesia. Tudo o que eu queria era ter meu bebê nos braços e eu o senti de uma forma indescritível. É inesquecível o calor dele ao encostar em meu rosto e será sempre inconfundível aquele cheirinho de filho que uma mãe, seja de qual espécie for, reconhece em sua cria.
Realmente fiz a coisa certa. Amo ser mãe, amo meu filho Arthur mais que tudo na vida!

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